"The whole purpose of life is to make God a reality."

"Be like the Sun for grace and mercy. Be like the Night to cover other's faults. Be like running Water for generosity. Be like Death for rage and anger. Be like the Earth for modesty. Appear as you are. Be as you appear" ~ Rumi


segunda-feira, 17 de março de 2008

O que é o Amor?


" Amor é radiância, a fragrância de conhecer a si mesmo, de ser você mesmo.

Amor é uma alegria transbordante. Amor é quando você viu quem você é; então não resta nada exceto compartilhar o seu ser com outros. Amor é quando você viu que não está separado da existência. Amor é quando você sentiu uma unidade orgânica, orgástica com tudo que é.

Amor não é um relacionamento. Amor é um estado de ser; não tem nada a ver com nenhuma outra pessoa. A pessoa não está em amor, ela é amor. E é obvio que quando alguém é amor, ele está em amor – mas isso é uma conseqüência, um subproduto, não é a fonte. A fonte é que a pessoa é amor.

E quem pode ser amor? Certamente se não está consciente de quem você é, você não pode ser amor. Você será medo. Medo é simplesmente o oposto do amor. Lembre-se, o ódio não é o oposto do amor, como as pessoas pensam; ódio é amor de cabeça para baixo, ele não é o oposto do amor.

O verdadeiro oposto do amor é o medo. No amor a pessoa se expande, no medo ela se encolhe. No medo ela fica fechada, no amor ela se abre. No medo ela duvida, no amor ela confia. No medo a pessoa é deixada sozinha, no amor ela desaparece; por isso não há absolutamente nenhuma questão de solidão. Quando alguém não é, como ela pode ser só? Então as árvores, os pássaros, o mar, as montanhas, as nuvens, o sol, a lua e as estrelas estão completamente dentro de você. Amor é quando você conheceu o seu céu interior.

Amor é um profundo desejo de abençoar a existência toda.

... O amor é algo eterno. É a experiência dos budas, não das pessoas inconscientes das quais o mundo inteiro está cheio. Apenas raras pessoas souberam o que é amor, e essas mesmas pessoas são as mais acordadas, as mais iluminadas, os picos mais elevados da consciência humana.

Se você quer realmente conhecer o amor, esqueça o amor e lembre-se da meditação. Se quer trazer rosas ao seu jardim, esqueça as rosas e cuide da roseira. Dê nutrição a ela, regue-a, certifique-se de que ela recebe a quantidade certa de sol, de água.

Se tudo for providenciado, no tempo certo as rosas com certeza virão. Você não pode trazê-las mais cedo, não pode forçá-las a abrir-se mais rápido, e você não pode pedir a uma rosa para ser mais perfeita.

Você alguma vez viu uma rosa que não fosse perfeita? O que mais você quer? Toda rosa em sua singularidade é perfeita.

Dançando no vento, na chuva, no sol... Você não pode ver a tremenda beleza, a absoluta alegria? Uma pequena rosa irradia o esplendor oculto da existência.

O amor é uma rosa no seu ser. Mas prepare o seu ser; disperse a escuridão e a inconsciência. Torne-se cada vez mais alerta e consciente e o amor virá por si próprio, em seu próprio tempo. Você não precisa se preocupar com isso. E quando quer que ele venha é sempre perfeito.

O amor é uma experiência espiritual – não tem nada a ver com sexo e nada a ver com corpos, mas tem algo a ver com o seu ser mais íntimo.

Mas você nem ao menos entrou no seu próprio templo. Você não sabe de modo algum quem você é, e está perguntando sobre amor. Primeiro seja você mesmo; primeiro conheça a si mesmo, e o amor virá como uma recompença. É uma recompensa do além...

Os Amantes

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É preciso ter em mente estas três coisas: o amor de nível inferior é o sexo – este é físico – e o refinamento maior do amor é a compaixão. O sexo encontra-se abaixo do amor, a compaixão está acima dele; o amor fica exatamente no meio.

Bem pouca gente sabe o que é o amor. Noventa e nove por cento das pessoas, infelizmente, pensam que sexualidade é amor – não é. A sexualidade é por demais animal; certamente, ela contém o potencial para transformar-se em amor, mas ainda não é amor, apenas potencial...

Se você se tornar consciente e alerta, meditativo, então o sexo poderá ser transformado em amor. E se a sua atitude meditativa torna-se total, absoluta, o amor poderá ser transformado em compaixão. O sexo é a semente, o amor é a flor, compaixão é a fragrância.

Buda definiu a compaixão como sendo “amor mais meditação”.

Quando o seu amor não é apenas um desejo pelo outro, quando o seu amor não é apenas uma necessidade, quando seu amor é um compartilhar, quando seu amor não é de um pedinte, mas de um imperador, quando o seu amor não está pedindo nada em troca, mas está pronto para dar apenas – dar só pela total alegria de dar -, então, acrescente a meditação a ele, e a pura fragrância é exalada. Isso é compaixão; compaixão é o fenômeno mais elevado.

Comentário

Aquilo que chamamos de amor é na verdade todo um espectro de modos de se relacionar, abrangendo desde a terra até o céu. No nível mais terreno, o amor é a atração sexual. Muitos de nós continuamos presos nesse nível, porque o condicionamento a que fomos submetidos sobrecarregou nossa sexualidade com toda sorte de expectativas e de repressões. Na verdade, o maior “problema” do amor sexual é que ele nunca perdura. Só quando aceitamos tal fato é que podemos celebrá-lo pelo que ele realmente é – dar as boas vindas a seu aparecimento, e dizer adeus com gratidão quando ele se vai.
Então, à medida que vamos amadurecendo, podemos vivenciar o amor que existe além da sexualidade, e que honra a individualidade singular do outro. Começamos a compreender que o nosso parceiro funciona freqüentemente como um espelho, refletindo aspectos desconhecidos do nosso ser mais profundo, e ajudando-nos a nos tornarmos completos em nós mesmos. Esse amor é baseado na liberdade, não em expectativas nem na necessidade. Em suas asas, somos levados cada vez mais alto em direção ao amor universal, que vivencia tudo como uma coisa só."

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2 comentários:

EsPiraLa disse...

lindo!
preciso meditar!meditar e meditar!!
exercício diario!

anjo disse...

Maravilhoso, e a beleza esta na simplicidade da verdade..rs.O amor simplesmente é. Obrigado por compartilhar.